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  • Foto do escritorD.I Condomínios

Dinamismo e Inovação

Enfrentando os desafios da administração de condomínios - Parte 2


O primeiro desafio certamente é o jurídico e burocrático. O emaranhando de leis, normas e regulamentos, posturas municipais, estaduais e federais, sem contar as diversas diretrizes fiscais confundem até mesmo profissionais que operam diariamente nesse setor e tiram dele seu sustento. Não raras vezes profissionais da mesma área terão opiniões e conclusões diametralmente opostos em relação ao mesmo tema ou quando perguntados pela mesma dúvida.


Navega melhor aquele que conhece os mares. A especialização tende a desenvolver no profissional dedicado uma boa intuição para solucionar os problemas do cotidiano. Isso é mais do que simplesmente aplicar o conhecimento, trata-se verdadeiramente de desenvolver a capacidade de compreender uma situação em toda sua extensão e quase que prever os resultados possíveis ou prováveis.


Não se pode, nem é justo, exigir que o síndico ou presidente de associação de moradores seja um exímio conhecedor do mercado e suas rebarbas, muito menos que domine todas as suas ferramentas. Poder contar com uma assessoria especializada, competente e comprometida é o caminho seguro e certo a ser tomado.


O diferencial inovador capaz de agregar real valor para o serviço de administração de condomínios é ter a capacidade de não se limitar a uma análise maniqueísta dos problemas, resumida no “pode” ou “não pode”. É fundamental que o assessor apresente ao seu cliente, em conjunto com sua análise, alternativas viáveis e que atendam sua necessidade.


As relações interpessoais serão o segundo desafio a ser enfrentado. O convívio entre diferentes nunca foi nem nunca será simples. As relações humanas são sempre complexas e cheias de tantos detalhes que muitas vezes nos cegamos para o óbvio, à procura de uma justificativa racional para os acontecimentos. Para Daniel Kahneman, somos inclinados a superestimar quanto compreendemos sobre o mundo e subestimar o papel do acaso nos eventos (Rápido e Devagar: duas formas de pensar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012).


Em outras linhas, ter a crença firme em experiência anteriores e pré-conceitos consolidados irá nos impedir de analisar de forma subjetiva e carinhosa fatos novos, geradores de conflitos sociais, e que muitas vezes podem ter solução tão ou mais simples do que sua fonte causadora.


Manejar pessoas, lidar com interesses distintos, conflitantes ou convergentes, e habilidade que só pode ser desenvolvida por quem se importa em olhar uma mesma situação de vários pontos de vista. A falta de empatia – capacidade de se colocar no lugar do outro – é de certo o grande limitador da conciliação, em dias que vivemos a exacerbação do individualismo.


Ter dinamismo suficiente para conseguir restabelecer pontes entre lados opostos de um conflito é a habilidade que determinará o sucesso em manter pacífica a vida coletiva dos condomínios e loteamentos.


Não menos importante será a gestão dos riscos. Um condomínio ou loteamento, dada sua natureza, está sujeito a riscos inafastáveis. Incêndios, vendavais, inundações, de causa natural, ou ações trabalhistas e restrições fiscais, de causa humana, são apenas alguns exemplos dos riscos que muitas vezes passam despercebidos.


O gerenciamento destes riscos, por sua vez, não depende somente da atenção e preocupação do síndico ou presidente de associação. Prevenir-se terá custos, e os custos só podem ser diluídos ou bem arranjados se feitos por quem entende muito bem do mercado. Aqui é fundamental um trabalho multidisciplinar que envolva a administração e assessoria em seguros para se encontrar a melhor opção, que congregue amplitude de cobertura e custo compatível.


O cenário é desafiador e instigante. Mas o desafio é que deve mover a vontade de crescer e se consolidar. Afinal, se fosse fácil, qualquer um faria!


Por Giulia Prestes de Barros Orlandelli

Diretora Financeira Live



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